11º campeonato · Diálogo
"n" anos-luz
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Olhava o céu e pedia à lua para entregar um recado. A resposta estava nas "estrelinhas".
11º campeonato · Diálogo
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Olhava o céu e pedia à lua para entregar um recado. A resposta estava nas "estrelinhas".
11º campeonato · Diálogo
Na pele, as marcas do monólogo.
11º campeonato · Diálogo
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Um café da tarde repleto de memórias cheias.
11º campeonato · Fotografia
Criaram memórias para as gerações que os esqueceram. Não aproveitaram o passeio, disse Caronte.
11º campeonato · Fotografia
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Embaixo da latada, a poeira subia. Era uma casa engraçada, mas tinha teto. Sua mainha era boleira, seu painho, retratista. Em um desses dias quentes, o flash apagou.
11º campeonato · Fotografia
No enquadramento da lida, as mentiras.
11º campeonato · Banda
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A desengonçada pendia da janela. A rua vestiu-se de instrumentação. O velho dançou sua última coragem. E ela, no breve susto do tempo, sorriu.
5º campeonato · Bolinha
Em um pote, Salomé agitava o sabão que estava misturado com água. Ao soprar, de lá saíram várias bolinhas que magicamente espocaram no ar. O ano era 1612. Salomé foi levada à forca.
5º campeonato · Palhaço
Meio alegre, nem sempre. Antônio conduzia sua vida como um bêbado buscando equilíbrio. Palhaço, intitulado pelo povo, tinha um sorriso amarelo estampado nos outdoors da pequena cidade de Groelândia.
5º campeonato · Marca
E a marca registrada dele era deixar a mácula pelos lugares que passava. Que trágico!, disse Maria, com uma nódoa em seu coração.
5º campeonato · Baralho
ESPEROU...
Aos trinta, conseguiu um Às de paus. Aos sessenta, um Às de trevo. E assim morreu João ao esperar a próxima rodada do embaralhar da vida.
5º campeonato · Baralho
Foram tantas latinhas entre as trincas do baralho que quase não sei. O que sei é que estavam ali: a calçada, a música e um coração prestes a ser trucado.
5º campeonato · Baralho
Sem saber a diferença entre um baralho comum e o tarot, Edmundo disse: jogue a carta sobre a mesa, cigana. Ao ver o enforcado, houve um ligeiro silêncio seguido de choro, pois sua última esperança era uma dama de copas.
5º campeonato · Cebola
Após anos, conseguiu pegar o coelho. Se tornou dono da rua. DLOGA!, não passou de um sonho.
5º campeonato · Cebola
O armário, lilás. A geladeira, púrpura. O fogão, violeta. A mesa, magenta. A cebola, roxa.
5º campeonato · Cebola
Muitas camadas, pouco choro. Muitas camadas, pouco choro. Muitas camadas, pouco choro. Repetia o mantra, lentamente, três vezes ao dia. Buscava a conformação de uma vida desproporcional.
5º campeonato · Nota
Nas tardezinhas de domingo, surgia o velho desejo de iniciar tudo do zero, de fazer do dia seguinte uma virada de ano. Seria como começar de novo, novamente eu me dando uma oportunidade de vida.
5º campeonato · Desejo
Me olhava e, só com o olhar, pedia socorro. Eu disse a ela: não se venda, segura tua alma, me espera, menina. Da parte dela, eu vi, existia o desejo de segurar o próprio corpo, porém seus filhos precisavam se alimentar.
5º campeonato · Ninguém
Ninguém não tinha nome, identidade ou vez. Ninguém se importava.
5º campeonato · Vazio
Abraçou e, em seguida, mergulhou. Sentiu-se indelével na primeira dose. Transmutou, tornou-se deus, conheceu a onisciência. Atravessou os mares, virou testemunha da morte. Se fez de hiato entre o céu e a terra.
5º campeonato · Estrela
De tanto olhar para o céu e para o mar, resolveu ser estrela no palco de sua vida.
5º campeonato · Pétala
(Bem me quer, mal me quer)
As sicranas, que caíam e eram abraçadas pela terra, não entendiam por que as fulanas eram carregadas pelo vento. A beltrana, com um "mal me quer" entalado na garganta, chorava com o afeto não correspondido.
5º campeonato · Corpo
Apaixonou-se quase antes do toque, se o olhar não a tivesse invadido.
Textos publicados pelo autor nos comentários do @3serpentes durante os campeonatos de microcontos.
Escolha um campeonato e uma palavra, e leia um por um, até o último.