11º campeonato · Bolso
FÉ
No pé, uma botina velha. No bolso, uns trocados pro café. No coração, uma força inabalável.
11º campeonato · Bolso
No pé, uma botina velha. No bolso, uns trocados pro café. No coração, uma força inabalável.
11º campeonato · Bolso
Não tinha um vintém no bolso. Na boca, faltava um lateral e dois zagueiros. Nâo dava uma bola dentro. Nem fazia falta.
11º campeonato · Bolso
Usava sempre a mesma calça larga cheia de bolsos. O falso era de enfeite. Os rasos faziam dele um porta-treco ambulante. No fundo, adormeciam umas dores antigas.
11º campeonato · Ano
Choveu bem na hora da virada. O brilho da noite não estava nos fogos. A chuva fina refrescou o calorão. Quebrei um prato e dizem que é sorte. Situações comuns podem ser especiais. O calendário marca o número. Ano novo começa na gente.
11º campeonato · Ano
Prometeu que dessa vez faria diferente. Já era fim de dezembro e continuava reclamando a cada segunda-feira. Em breve o ano ia mudar.
11º campeonato · Toa
Era um novo começo. O sol ia alto. O mar ia calmo. Ela ia leve. Soltou a toa.
11º campeonato · Umbigo
Nao via um palmo à frente. Só enxergava o próprio.
11º campeonato · Umbigo
Achavam bonitinho aquele umbigo saltado. Morreu com aquela hérnia.
11º campeonato · Umbigo
Nem prata, nem ouro. Nem cacho, nem penca. Gostava mesmo era do umbigo.
Textos publicados pelo autor nos comentários do @3serpentes durante os campeonatos de microcontos.
Escolha um campeonato e uma palavra, e leia um por um, até o último.